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quarta-feira, 6 de setembro de 2017


Suicídio Moral


Responde Joanna de Ângelis¹ quando interrogada sobre as circunstâncias que provocam o chamado suicídio indireto, também conhecido como suicídio moral ou inconsciente¹:
Defrontas os problemas que se manifestam no teu dia a dia entre a irritação e o desespero, estabelecendo matrizes de aflições que te conduzirão ao auto aniquilamento.
Suicida não é somente aquele que, acionado pelo desconcerto da emotividade se arroja no despenhadeiro da autodestruição física.
Esta melancolia que te busca os painéis da mente, tecendo as malhas da depressão, é sinal de alarme que não podes desconsiderar.
Essa aflição que se agiganta, dominando-te o equipamento nervoso, convidando-te a uma mudança de atitude, que não deves postergar.
Isto que te consome, desaparecendo e ressurgindo em roupagens de configuração nova, é desafio que deves enfrentar com estoicismo, para saíres de desarmonia.
Mil pequenas injunções contra a tua saúde emocional e mental, que deves rechaçar antes que sejas colhido pelo infortúnio da desencarnação injustificável e precipitada.

Acrescentando, Joanna traz que são, igualmente, suicidas os sexólatras inveterados, os viciados deste ou daquele teor, os que ingerem altas cargas de tensão, os que se envenenam com o ódio e se desgastam com as paixões deletérias, os glutões e ociosos ... (do livro Após a Tempestade).

Desse modo, Joanna de Ângelis, sugere-nos análise e reflexão intensas e de extrema importância acerca da nossa postura frente aos desafios da vida, alertando-nos para o fato de que sentimentos de caráter negativo podem colocar em risco a própria existência, já que esses abalos provocados por emoções tóxicas consumidas vão destruindo a estrutura física e psicológica do ser, levando à falência do corpo.

Esse tema também é aprofundado no livro Nosso Lar, psicografado por Chico Xavier, e que se transformou em filme de sucesso, na passagem em que André Luiz demonstra sua indignação ao ser recebido no plano espiritual como suicida, evidenciado no discurso entre ele e o benfeitor Clarêncio:  “O estimado irmão nunca imaginou que a cólera fosse manancial de forças negativas para nós mesmos? A ausência de autodomínio, a inadvertência no trato com os semelhantes, aos quais muitas vezes ofendeu sem refletir, além dos abusos de toda a ordem, conduziam-no frequentemente à esfera dos seres doentes e inferiores. Tal circunstância agravou, de muito, o seu estado físico e por consequência antecipou o seu desencarne, configurando-se como suicídio indireto.

Já Kardec, na obra O Céu e o Inferno, reitera mencionado conceito, colocando-nos que suicídio não consiste somente no ato voluntário que produz a morte instantânea, mas em tudo quanto se faça conscientemente para apressar a extinção das forças vitais. E, adverte-nos expondo no Livro dos Espíritos, questão 952, que é mais culpado aquele que comete suicídio moral, porque tem tempo de refletir sobre tal atitude.

No que concerne às diversas consequências provocadas pelo suicídio, similarmente, também podemos citar passagem do Livro dos Espíritos  -  questão 957 - esclarecendo-nos que não há penas fixadas e, em todos os casos, são sempre relativas às causas que provocaram. Mas uma consequência à qual o suicida não pode fugir é o desapontamento. De resto, a sorte não é a mesma para todos, depende das circunstâncias. Alguns expiam a sua falta imediatamente, outros em uma nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam.

Bálsamo em nossas vidas, nos confortando sempre, vem O Evangelho Segundo o Espiritismo indicar o caminho, trazendo que a calma e a resignação adquiridas na maneira de encarar a vida terrena, e a fé no futuro, dão ao espírito uma serenidade que é o melhor preservativo da loucura e do suicídio.

Complementando, Joanna sugere-nos a paciência, dizendo que: coisa alguma acontece fora das Leis Cósmicas e das necessidades de evolução. Não poucas vezes, quando algo negativo ou perturbador, em forma de desar ou enfermidade chegar-te, afligindo-te, é a Vida chamando-te a atenção para aquilo que necessita ser corrigido e deves averiguá-lo a fim de atender. Preserva o teu corpo, preparando-o para servir-te de domicílio pelo período mais largo, a fim de que, ao desencarnares, não te dês conta que te encontras entre aqueles que chegaram à Pátria espiritual antes da hora, pelo nefando instrumento do suicídio indireto.

¹Trechos do livro Joanna de Ângelis Responde,  psicografia de Divaldo Franco.

(Por: Claudia Costa)

Revista Joseph Gleber - Ano 1 - Edição 7 -  Agosto/Setembro 2017


quinta-feira, 1 de junho de 2017


Ciúme

Joanna de Ângelis¹ nos traz uma análise acerca do ciúme:

O espírito imaturo, vitimado por desvios de comportamentos em existências transatas, renasce assinalando o sistema emocional com as marcas infelizes disso resultantes.
Inquieto e insatisfeito, não consegue desenvolver em profundidade a auto-estima, permanecendo em deplorável situação de infância psicológica. Mesmo quando atinge a idade adulta possui reações de insegurança e capricho, caracterizando suas dificuldades para um ajustamento equilibrado no contexto social.
Porque a culpa se lhe encontra no íntimo, esse indivíduo não consegue decodifica-la, a fim de libertar-se, ocultando-a na desconfiança que permanece no seu inconsciente, assim experimentando tormentos e desajustes.
Incapaz de oferecer-se em clima de tranqüilidade ao afeto, desconfia das demais pessoas, supondo que também são incapazes de dedicar-se com integração desinteressada, sem ocultar sentimentos infelizes.
Porque não consegue manter um bom nível de auto-estíma, acredita não merecer o carinho nem o devotamento de outrem, afligindo-se, em razão do medo de perder-lhe a companhia. Esse tormento faz-se tão cruel, que se encarrega, inconscientemente, de afastar a outra pessoa, tornando-lhe a convivência insuportável, em face da geração de contínuos conflitos que o inseguro se permite.
Procedentes de uma infância, na qual teve de escamotear a verdade e disfarçar as próprias necessidades por medo de punição ou de incompreensão dos demais, atinge a idade adulta sem a libertação das inseguranças juvenis.
Sentindo-se sempre desconsiderado, porque não consegue submeter aqueles a quem gostaria de amar-dominando, entrega-se aos ciúmes injustificáveis, nos quais a imaginação atormentada exerce uma função patológica.
Atormentado pela autocompaixão, refugia-se na infelicidade, de modo a inspirar piedade, quando deveria esforçar-se para conquistar afeição; subestima-se ou sobrevaloriza-se assumindo posturas inadequadas à idade fisiológica que deveria estar acompanhada do desempenho saudável de ser psicológico maduro.
Quanto mais o indivíduo valorizar o ego, sem administrar-lhe as heranças da inferioridade, mais se atormenta, em face da necessidade do relacionamento interpessoal que, sem a presença da afetividade, sempre torna-se frio, distante, sem sentido nem continuidade.

Desse modo, Joanna de Ângelis nos convida a um olhar apurado concernente às causas do ciúme, bem como alguns de seus desdobramentos nos aspectos emocionais e psicológicos, proporcionando, assim, a identificação de comportamentos desequilibrados inerentes a esse estado.

Também, nessa seara, numa abordagem muito clara, bem expõe Divaldo Franco² trazendo que quando alguém dispuser-se a amar, creia no amor, entregue-se-lhe. Se aparecer outro, que gere traição, o problema não é seu. Se ele – o outro indivíduo, homem ou mulher – o abandonar, pior para ele e não para você, porque aquele que abandona é que se faz infeliz, não o abandonado. Assim mesmo, continue amando.

Divaldo prossegue colocando que as pessoas de natureza instável, amadas ou não, assim continuarão, porque são doentes, portadoras de comportamentos mórbidos. Não são dignas de ser amadas, apesar disso, cumpre-nos amá-las. Viver com ciúme, vigiar, estar com os olhos para lá e para cá, torna-se um infortúnio, porque é sempre uma inquietação, aguardando alguns momentos de prazer. O amor legítimo confia. Quando não há essa tranquilidade, não é amor, mas desejo de posse, tormento. É um desvio de comportamento afetivo.

Complementa Joanna, recomendando-nos que trabalhar a emoção, reflexionar em torno dos sentimentos próprios e do próximo constituem uma saudável psicoterapia para a aquisição da confiança em si mesmo e nos outros.
Trechos do livro Conflitos Existenciais,  psicografia de Divaldo Franco, pela sua orientadora espiritual Joanna de Ângelis.
² Texto do livro Divaldo Franco Reponde Vol. 2

(Por Claudia Costa)



 Revista Joseph Gleber - Ano 1 - Edição 6 -  Junho/Julho 2017


sábado, 1 de abril de 2017


Adultério

“Infelizmente, o ser humano atual renasce num contexto cultural imediatista, utilitarista, em que os valores reais são postos em plano secundário e é-lhe exigida a conquista daqueles que são de efêmera duração, porque pertencentes ao carreiro material. O exibicionismo do crime que se torna legal estimula ao desrespeito às leis da vida, quando os multiplicadores de opinião e pessoas ditas famosas, mais pela exuberância do desequilíbrio do que pela construção edificante, apresentam-se na mídia para narrar as experiências dolorosas dos abortos praticados, das traições conjugais, das mudanças de parceiro em adultérios chocantes ou relacionamentos múltiplos e promíscuos, como os novos padrões de conduta".

Joanna de Ângelis adverte-nos acerca das condutas que desrespeitam as leis da vida, dentre elas, o adultério. Traz-nos a doutrina espírita, na questão 701 do Livro dos Espíritos, que a poligamia é lei humana cuja abolição marca um progresso social. O casamento, segundo as vistas de Deus, tem que se fundar na afeição dos seres que se unem. Na poligamia não há afeição real: há apenas sensualidade.

Comumente o relacionamento extraconjungal acontece no impulso da paixão. E, a paixão encontra-se no terreno do instinto, abarcando vicissitudes; representando a busca pelo prazer desenfreado a todo custo que entorpecem os sentidos, conduzindo ao disparate, e terminando por deixar sabor amargo.
Alegações de que a infidelidade esteja relacionada ao destino não se coadunam com as leis naturais
da vida, dado que essa circunstância nos remete à concepção de moral debilitada, provocando mágoas e desgostos, fomentados por fraquezas que assinalam o comportamento humano.

Ademais, não raro, há tentativas de justificar o adultério como possível encontro de almas gêmeas,
aqui envolvendo a idealização de metades eternas. Contudo, de acordo com o Livro dos Espíritos, “(…) se um espírito fosse a metade do outro, separados os dois, estariam ambos incompletos”. Dado o estágio evolutivo dos habitantes da Terra, é sabido que o exercício do amor ainda representa grande desafio. No entanto, também, é perceptível que encontraremos na jornada atual espíritos afins com os quais compartilharemos  a caminhada numa ajuda mútua, longe das paixões exaltadas. E que, sobretudo, somos seres imortais, predestinados a benquerer a humanidade inteira. Muitos situam a infidelidade nas esferas das tentações.

Aqui, vale mencionar comentário, carinhoso e divertido, de Chico Xavier citado por Haroldo Dutra: “A tentação é você estar correndo de um cachorro muito grande com uma vontade imensa de ser alcançado, porque a tentação tem um componente forte do desejo. A tentação significa que há uma divisão, um lado do nosso psiquismo deseja ardentemente repetir, viver novamente, experimentar, extrair prazer daquela experiência, e um outro lado já mais consciente, já mais esclarecido, mais fortalecido, sabe que é preciso avançar.”

“O triângulo afetivo / Nunca se forma a contento, / E, termina, sempre, na vida, / Em trio de sofrimento / Pois, sexo com remorso / É melado com veneno” 
(Cornélio Pires, no livro Retratos da Vida).

Não se pode negar que a infidelidade é evidência de profundo egoísmo que gera inconformidades,
desequilíbrios e traumas. André Luiz diz, com muita propriedade, que se a nossa felicidade é alicerçada sobre a infelicidade alheia, responderemos por isso. Joanna de Ângelis expõe que, se o Espírito ainda permanece adormecido no campo da sua consciência, sem empreender o esforço para o despertamento, repete as existências físicas em um círculo vicioso, sem maior proveito, até quando as Leis da Vida impõem-lhe as expiações retificadoras.

Por fim, diz que aquele, porém, que se trabalha, elegendo a trilha saudável do bem proceder, faz-se indivíduo psicológico, porque nele destacam-se as manifestações do equilíbrio ético, dos valores dignificantes, da sábia manifestação mental, dos instrumentos conhecidos como virtudes.

¹JOANNA DE ÂNGELIS, orientadora espiritual de Divaldo P. Franco, é autora, entre outros livros, de Psicologia da Gratidão, do qual foi extraído o texto que referência este artigo.

(Por Cláudia Costa)

Revista Joseph Gleber - Ano 1 - Edição 4 -  Abril 2017

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Um Minuto com Joana de Ângelis

Não ambiciones demasiadamente. "Quem muito abarca, pouco aperta" — afirma o refrão popular.
A ambição desmedida enlouquece, quando já não infelicita antes.
Cuida de lutar pelo necessário, repartindo o que te exceda, certamente, fazendo falta a outros.


JOANNA DE ÂNGELIS, orientadora espiritual de Divaldo P. Franco, é autora,
entre outros livros, de Vida Feliz, do qual foi extraído o texto acima.

(Por Cláudia Costa)

Revista Joseph Gleber - Ano 1 - Edição 2 -  Fevereiro 2017

domingo, 1 de janeiro de 2017

Um Minuto com Joana de Ângelis

Em qualquer circunstância, a terapia mais eficiente é amar. Não há quem resista à força dinâmica
do amor. A síntese proposta por Jesus em torno do amor é das mais belas psicoterapia que se conhece: Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, em uma trilogia harmônica.

JOANNA DE ÂNGELIS, orientadora espiritual de Divaldo P. Franco, é autora, entre outros

livros, de Amor, Imbatível Amor, do qual foi extraído o texto acima

(Por Cláudia Costa)